As canções de hoje e de sempre...


A queda do Império

Alguém

Cariñito

Chave dos Sonhos

El Talisman

Estoy Enamorado

Fado da Boémia

Feitiço

Fica a Saudade

Menina

Não sei

Nocturna

Noites em Tuna

Os versos que te fiz

Pela luz dos olhos teus

Recado ao Porto

Serenata

Sonho meu

Um Beijo Teu

Vejam bem



A queda do Império

Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau de vela em cruz
Foi na ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras de perdição
Parco império, mil almas
Por pau de canela e marzagão

Pátria de negreiros
Tira e foge a morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro a mata eterna
Laranja Luanda sempre em flor



Alguém

Alguém como tu, assim como tu eu preciso
Encontrar
Alguém sempre meu, de olhar como o teu
Que me faça sonhar
Amores eu sei, na vida achei e perdi
Mas nunca desejei ninguem como desejo a ti
Se tudo acabou, se o amor já passou
Há-de o sonho ficar
Sem ti estarei e alguém eu irei procurar
Eu sei que outro amor posso ter
E um novo romance viver
Mas sei que também
Assim como tu mais ninguém

Instrumental

Assim como tu mais ninguém
Assim como tu
Mais ninguém



Cariñito

Lloro, por querer-te
Por amar-te
Por desear-te

Ai, cariño
Ai, mi vida

Nunca, pero nunca
Me abandones cariñito



Chave dos Sonhos

Luz sai da frincha, é manhã
Sei que o dia já desavora
Chave dos sonhos na mão
Olho-te e vais embora

Sais pela rua veloz
Sinto a brisa do teu corpo perto
Chave dos sonhos guardei
No quarto já deserto

REFRÃO:
Passei a noite em claro, passei pela noite em ti
E abri com a chave dos sonhos, a porta a varanda que em sonhos abri

São mais confusas agora
As imagens que em ti eu tocava
Eram do sonho ou de olhar
O que o prazer mostrava

Chave dos sonhos na mão
Entrarei em qualquer fechadura
P´ra lá da porta, o melhor
É sempre da aventura

REFRÃO


El Talisman

El talisman de tu piel me há dicho
Que soy la reina de tus caprichos
Yo soy el as de los corazones
Que se pasean en tus tentaciones
El talisman de tu piel me cuenta
Que en tu montura caeran las riendas
Cuando una noche de amor desesperados
Caigamos juntos e enredados
La alfrombra y el alrededor, se acabaram desordenados
Cuando una noche de amor que yo no dudo
La eternidad venga seguro
Tu y yo, el destino y el corazon, seremos uno

REFRÃO:
Yo soy la tierra de tus raices: el talisman de tu piel lo dice
You soy la tierra de tus raices: lo dice el corazon e el fuego de tu piel
You soy la tierra de tus raices: el talisman de tu piela lo dice
Yo soy la tierra de tus raices: a ver que dices tu

El talisman de tu piel me chiva
Que ando descalza de esquina en esquina
Por cada calle que hay en tus sueños
Que soy el mar de todos tus puertos
El talisman de tu piel me cuenta
Que tu destino caera a mi puerta
Cuando una noche de amor desesperados
Caigamos juntos e enredados
La alfrombra y el alrededor, se acabaram desordenados
Cuando una noche de amor que yo no dudo
La eternidad venga seguro
Tu y yo, el destino y el corazon, seremos uno

REFRÃO

Cuando una noche de amor desesperados
Seremos uno



Estoy Enamorado

Quiero beber los besos de tu boca
Como se fueran gotas terrossillo
Y la anhelara de invocar tu nombre
Junto com el mio

Y un acorde dulce de guitarra
Pasear locuras en tus sentimientos
Y el suplir la abrazo de la noche
Es la paz que siento

REFRÃO:
Estoy enamorado
Que tu amor me hace grande
Estoy enamorado
Y que bien, y que bien hace amar-te

Dentro de ti quedar-me en calcinemos
Para asomar el aire que respiras
Y en cada espacio unir mis ilusiones
Junto con tu vida

Y si naufrago me quedo en torrija
Te recuerdo solenmente
Y que despierto del sueño profundo
Solo para ver-te

REFRÃO

Voy acender el fuego de tu piel callada
Hojearé tus labios de agua apasionada
Para que cercáramos
Sueños de la nada

REFRÃO



Fado da Boémia

Eu venho aqui p’ra vos contar uma história triste
Uma estudante que não sabe que existe
São os cigarros, a cerveja e o café
Que bem ou mal, ainda me põem de pé

Eu sou boémia mas a culpa não é minha
Por mais que eu queira não consigo entrar na linha
Se me decido estudar mesmo a valer
Basta um convite e lá me ponho a perder

REFRÃO:
Ai ai, está vida académica
Vai-me tornar anémica
Antes que chegue a hora

Ai ai, que este frenesim
Vai dar cabo de mim
Já não chego a enfermeira

Vou ao café para depois vir estudar
Mas mal chego só me apetece ficar
E entretanto chegam outras sugestões
Eu sei sou fraca vou cair nas tentações

Dois pé de dança p’ra depois vir embora
Mas a folia estende-se pela noite for a
E de manhã só me apetece dormir
Este é o fado de quem gosta de sair

REFRÃO



Feitiço

Há um feitiço da lua
Que me faz querer ser tua
E sonhar que és meu

Fecha os olhos, dá-me a mão
Que quer o teu coração
Falar ao teu

REFRÃO
Tão simples é a razão
Que me prende ao teu olhar
Tu tens o luar nos olhos
E os olhos no luar

Ai que tão bom seria
Que um sopro de magia
Levasse esse amor de mim

E o gravasse em estrelas
P’ra que qualquer um ao vê-las
Soubesse que te quero assim

REFRÃO



Fica a Saudade

Cai a noite na cidade
A lua paira no ar
O vento traz à memoria
Tempos que não vão voltar

São estudantes que passam
Sentem na alma o calor
Nas suas pastas, esvoaçam
Fitas garridas de cor

Fica a saudade
Capas negras ao luar
Uma guitarra que chora
E um estudante a cantar

No fim do curso, lembranças
De uma vida que voou
Serenatas e amores
A juventude passou

Vai-se o dia vem a noite
Atrás o Inverno e o Verão
Tudo no mundo renova
Só mocidade não



Menina

Menina de olhar sereno
Raiando pela manhã

De seio duro e pequeno
Num coletinho de lã

Menina cheirando a feno
Casado com hortelã

Menina que no caminho
Vais pisando formosura

Trazes nos olhos um ninho
Todo em penas de ternura

Menina de andar de linho
Com um ribeiro à cintura

Menina da saia aos folhos
Quem na vê fica lavado
Água da sede dos olhos
Pão que não foi amassado


Menina do riso aos molhos
Minha seiva de pinheiro
Menina da saia aos folhos
Alfazema sem canteiro
(Lá, lá, …)

Menina de corpo inteiro
Com tranças de madrugada
Que se levanta primeiro
Do que a terra alvoroçada
Menina de corpo inteiro
Com tranças de madrugada



Não sei

Não sei porque te foste embora
Não sei que mal te fiz que importa
Só sei que o dia corre e aquela hora
Não sei porque não vens bater-me à porta
Não sei se gostas de outra agora
Se estou ou não para ti já morta

REFRÃO:
Não sei, não sei, não sei, nem me interessa
Não me sais da cabeça
Que não vê que eu te esqueci
Não sei, não sei, não sei, o que é isto
Já não gosto e não resisto
Não te quero e penso em ti

- Instrumental-

Não quero este meu querer no peito
Não quero esperar por ti, nem espero
Não quero que me queiras contrafeito
Nem quero que tu penses que te quero
Depois deste meu querer desfeito
Não quero o teu amor sincero

REFRÃO

Não quero mais encontrar-te
Nem ouvir-te, nem falar-te
Nem sentir o teu calor
Porque eu não quero que vejas
Que este amor que não desejas
Só deseja o teu amor



Nocturna

Vivo sob a tua alçada
Durmo na calçada
Sob o teu olhar

Sigo por aquela rua
E nesta amargura
Quero-te encontrar

Breu sobre os meus ombros
Espelha meu olhar
Perco-me no sonho
De a noite encantar

Bela chama de oiro alada
Na noite apagada
Quero-te encontrar

Canto nesta encruzilada
Onde o sol e a lua
Se hão-de cruzar

Sonho majestoso
Histórias de encantar
Sob o sol em fogo
Estrelas a brilhar



Noites em Tuna

REFRÃO :
Se de noite à lua da lua
Ouvires na rua um doce cantar
É a nossa tuna que passa
Com sua graça
E um brilho no olhar

Batem doze badaladas
Capas rasgadas
Tremem corações
E as fontes da cidade
Sentem saudade
De ouvir nossas canções

Bandolins e cavaquinhos
Sonhos divinos
Cordas a vibrar
Pandeiretas e guitarras
Trovas cantadas
Histórias p’ra contar

REFRÃO

Vem a luz da madrugada
A ribeira guarda
Esta alegria
Nossa tuna se recolhe
E o porto acolhe
O nascer de um novo dia

REFRÃO



Os versos que te fiz

Deixa dizer-te lindos versos raros;
Que a minha boca tem pr’a te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim para te oferecer.

Têm dolência de veludos caros;
São como sedas pálidas a arder…
Deixa dizer-lhe lindos versos raros
Que foram feitos p’ra te endoidecer!

Mas, meu Amor, não tos digo ainda…
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei…
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que eu te fiz!



Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar



Recado ao Porto

Nas margens deste rio, atormentado
É que está dependurado, o nome do meu país
Mistura, entre a fuga e a procura
Entre o medo e a locura, que estão na minha raíz

Meu Porto, muito mais vivo que morto
Tu recusas o conforto de quem está morto de ver

Por isso eu te mando este recado porque vivo atormentado
Como um rio, como um rio, que te fez

Daqui ouve nome Portugal
Aqui está tudo bem e tudo mal
Meu Porto és o carinho que me tenho
És a ponte de onde venho, entre o mar e o quintal

Criança, ris e choras de seguida
Mesmo quando a tua vida é o assunto da anedota

Sentir, sentir, é o teu modo de existir
E és capaz de mentir só para não fazer batota

Meu Porto, revoltado e penitente
Invicto p’ra tanta gente, só por ti és derrotado

Nas margens do rio que desflora,
Há um vulcão que demora e dorme sempre acordado

Daqui eu fui embora sem vontade
Aqui eu renasci prá liberdade
Meu Porto deixa andar, nunca fiando
Que me dás de contrabando, a mentira e a verdade



Serenata

Noites amenas
Serenas de sonho
Dançam no ar as canções
Lembram saudades, desejos, encantos
Acordando os corações

E até a lua
Segreda baixinho
Ao astro rei pela manhã

Que bom ver o Porto
O Douro tão lindo
E ouvir a tuna a passar



Sonho meu

Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu
Vai mostrar esta saudade
Sonho meu
Com a sua liberdade
Sonho meu
No meu céu a estrela guia se perdeu
A madrugada fria só me traz melancolia
Sonho meu

Sinto o canto da noite
Na boca do vento
Fazer a dança das flores
No meu pensamento

Traz a pureza de um samba
Sentido, marcado de mágoas de amor
Um samba que mexe o corpo da gente
E o vento vadio embalando a flor



Um Beijo Teu

Um beijo teu (teu é todo o meu cantar)
Cantar do céu (céu é pouco para te dar)
Dá-me esse mel
Que os lábios teus sabem guardar

Guardam tão bem (bem tu sabes meu amor)
Amor como ninguém (ninguém mais tem tal sabor)
Sabor que tem
Por trás de alguém que sei amar

REFRÃO:

Não há (Amor)
Amor (Não há)
Que tenha força maior

Sabes que o céu
Sabes que o mar
Sabes que o sol não têm par
Com doce mel
Que os lábios teus
Sabem guardar

Se um beijo traz (trazes contigo a paixão)
Paixão que faz (fazes teu meu coração)
São quem não está
Boa a má
Vida sem cor

Penso então (então não sabes quem és)
És a razão (a razão da minha fé)
Fé de oração
Mais que paixão
Meu grande amor

REFRÃO



Vejam bem

Vejam bem
Que não há só gaivotas em terra
Quando um homem se põe a pensar
Quando um homem se põe a pensar

Quem lá vem
Dorme à noite ao relento na areia
Dorme à noite ao relento no mar

E se houver
Uma praça de gente madura
E uma estátua
E uma estátua de febre a arder

Anda alguém
Pela noite de breu à procura
E não há quem lhe queira valer

Vejam bem
Daquele homem e fraca figura
Desbravando os caminhos do pão

E se houver
Uma praça de gente madura
Ninguém vai levantá-lo do chão

Vejam bem
Que não há só gaivotas em terra
Quando um homem
Quando um homem se põe a pensar

Quem lá vem
Dorme à noite ao relento na areia
Dorme à noite ao relento no mar


 

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